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Calendário CristãoNão brinques com as coisas de Deus

Não brinques com as coisas de Deus

*Por Cecilia J. D. Reggiani

João 2:13-25

“Sinta-se à vontade em nosso meio”. Essa é a frase que muitos visitantes de igrejas evangélicas ouvem ao visitar uma congregação pela primeira vez. Sim, desejamos que as pessoas, independente de como chegam à reunião dos cristãos, sejam bem-vindas. Mas “sentir-se à vontade” ou “sentir-se em casa”, como já ouvi, nem sempre será o resultado.

Em certa medida, todos nós, inclusive os crentes, precisam de certo desconforto quando nos aproximamos de Deus, afinal, ele é o Deus Santo e nós, pecadores. Ele é infinitamente poderoso e nós, infinitamente limitados. Ele é perfeito e nós, tão humanos.

Temos a coragem de nos aproximar de Deus em oração e comunhão porque descansamos que Ele é um Deus de amor e misericórdia. Mas nunca devemos confundir a sua graça com a ideia de que Ele é qualquer coisa menor do que o Deus Criador do Universo, o Senhor de tudo e de todos. A esse desconforto, podemos também chamar temor, “um sentimento de profundo respeito e obediência”, ou reverência.

Atualmente, muitas pessoas veem a Deus, especialmente na pessoa de Jesus Cristo, como alguém semelhante a elas em todos os aspectos. Sim, Jesus é humano como nós, mas ao mesmo tempo em que é feito de carne e ossos, ele também é Deus Eterno, como lemos no começo do livro de João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1: 1 e 14). Na história que lemos hoje, Jesus demonstra sua autoridade de forma poderosa e declara quem ele é ao chamar o templo de “casa do meu Pai”; ele é o Filho de Deus.

Quando os discípulos refletiram neste acontecimento, tempos depois, lembraram-se de um antigo salmo e entenderam melhor o que havia ocorrido, conforme registrado no versículo 17: “Os seus discípulos se lembraram que está escrito: ‘O zelo da tua casa me consumirá’”, em referência ao salmo 69, no versículo 9.

Jesus nos convida a vir até ele para encontrarmos descanso para nossas almas, pois é “manso e humilde de coração” (Mateus 11:29), mas nunca devemos confundir sua disposição em perdoar pecadores arrependidos com uma atitude de apatia ou licenciosidade. Com as coisas de Deus não se brinca. Jesus não é um bobo.

Ofendidos com a atitude de Jesus, os judeus pedem a ele um sinal para provar a sua autoridade, como se dissessem: “quem você pensa que é?”. Para esses tolos, Cristo responde em forma de enigma, “destruam esse santuário e em três dias o reconstruirei”, referindo-se ao seu próprio corpo, que ressuscitaria ao terceiro dia. Como lemos em Provérbios, “O chicote é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas do tolo! Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio” (26:3-5).

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PERGUNTAS PARA REFLEXÃO

Ao caminharmos para a Páscoa, no dia de hoje lhe convido a refletir sobre como você se aproxima de Deus. Será como um tolo, que merece a vara e o chicote, tratando as coisas de Deus como se fossem as coisas de qualquer outra pessoa ou é com reverência e temor, sabendo que é com o Criador do universo?

Também convido você a refletir na maneira que zela por Deus e tudo o que lhe pertence. Você tem dado espaço ao tolo, seja em casa, no trabalho ou na própria igreja?

Lembre-se, com as coisas de Deus não se brinca. Conforme lemos em Malaquias: “Judá desonrou o santuário que o Senhor ama… Que o Senhor lance fora das tendas de Jacó o homem que faz isso, seja ele quem for, mesmo que esteja trazendo ofertas ao Senhor dos Exércitos” (2:11,12).

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Cecilia J. D. Reggiani, Brasil.

Obs.: Texto escrito em português do Brasil. Esta plataforma não obedece ao Novo Acordo Ortográfico e respeitas as regionalidades da Língua Portuguesa de acordo com a origem de suas autoras.

Discípulas de Jesus de diferentes denominações da fé protestante com o propósito comum de viver para a glória de Deus.
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