Por que cantamos?

Louvai ao SENHOR, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus; fica-lhe bem o cântico de louvor.
Salmo 147.1

Você já leu o poema Motivo, de Cecília Meireles? Nele, ela diz cantar “porque o instante existe”. Era o motivo dela. Outros cantam um novo amor, uma desilusão, um dia frio, um bom lugar pra ler um livro… enfim, existem inúmeros motivos para cantar.

Mas para aqueles que atenderam ao irresistível chamado do Santo Espírito, cantar é uma reação natural. Uma resposta a todo bem que Ele tem feito. É a expressão dos sentimentos que borbulham em mentes e corações. E eles podem ser gratidão por mais um dia, o deslumbramento por entender mais um atributo de Deus que estava diante de nós o tempo todo, mas, de repente, passamos a ver. Aquela contrição doída depois de compreender o estrago do próprio pecado. A paz que excede todo o entendimento.

Cantar ao SENHOR, essa reação a tudo o que Ele é e faz, nos deixa bem! É próprio da gente. Ao nos relacionarmos com Deus, somos levados a cantar a Ele. E buscando agradá-Lo, temos nossa alma tratada. Fazemos coro com milhares de milhares que, ao longo dos séculos, se voltaram ao SENHOR e ergueram as vozes exaltando Aquele que é, que era e que há de vir.  Fazemos coro também, com Jesus, que depois da Ceia e antes de suar sangue no Getsêmani, cantou com os discípulos: 

E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Mateus 26.30

Miriam, Moisés, Davi, os filhos de Corá, Asafe, o remanescente do cativeiro, Maria, Zacarias, Paulo e Silas – cantores nas mais diferentes circunstâncias e com um único motivo inspirador. Algo maior que “o instante”. Mais forte que a paixão. Mais aconchegante que um bom lugar pra ler um livro. Yahweh – o Grande Eu Sou.

Não limite seu potencial ao dizer que não tem talento. Diante do Cordeiro e Daquele que está assentado no trono todos os seus adoradores cantarão – e Ele não está condicionado à sua noção de afinação ou rítmica (Ap 5.13). Daquele lado da Eternidade é a apresentação, o ensaio é deste lado aqui. Por isso a gente erra, volta, faz de novo. Mas sempre com o mesmo motivo, o mesmo refrão que se repete através das eras: Soli Deo Gloria.

Abaixo vão duas músicas que foram inspiradas no Salmo 45, em que o salmista fala sobre essa reação à Deus. A terceira se baseia no Salmo 147 que nos mostra como faz bem cantar ao Senhor:

A Beleza do Rei, de Stênio Marcius

De Boas Palavras, de Guilherme Kerr

Louvai, de Jorge Rehder

 


Sobre a autora
Laís Venâncio é musicista amadora e membro da Igreja Batista Parque Capuava (Santo André, SP). Filha do Eliézer e da Denise. Tem um CD nas plataformas digitais chamado O Abraço, e atualmente participa do Conselho da Juventude Batista do ABC (JUBAABC) e do Coro da Cidade de Santo André. Ama cantar e acredita que é uma da formas mais lindas de comunhão que a Igreja de Cristo pode experimentar.

 

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