Seja fraca

Hoje é o dia. Será hoje o dia que eu irei obedecer a Deus em tudo. Meditarei e praticarei a sua Palavra. Hoje eu vou acordar mais cedo, e serei mais produtiva. Será hoje que vou amar todos os meus irmãos, e não me ofenderei com ninguém. Hoje será o dia que eu não vou alimentar o meu orgulho. Serei mansa, gentil e amável. Hoje será o dia em que todos os meus pensamentos serão verdadeiros, honestos, justos e puros. Hoje será o dia em que eu transbordarei tanta alegria, que será contagiante. Nada de desânimo. Não reclamarei de nada. Falarei bem de todos. Hoje mesmo, e não passará de hoje, eu amarei aquele ímpio que há tanto tempo eu conheço e nunca falei de Cristo. Hoje eu não flertarei com o perigo. Serei plenamente forte.

No fim do dia eu concluo: não foi hoje.

Quando eu acordo, eu gosto de pensar em uma oração feita pelo Joel Beeke: “Ajude-me a ser forte hoje, Senhor. Ajude-me a ser puro hoje. Ajude-me a ser justo hoje”. Uma oração tão simples e nem um pouco fácil de ser praticada. E isso nos deixa desanimadas e frustradas, pois percebemos que nos faltam forças. Mais uma vez pecamos, justamente naquele pecado que nos causa tanta dor. Mais uma vez falhamos onde estávamos certas de que aquela seria a última vez. O Senhor com a sua força nos levanta, com a Sua bondade nos leva ao arrependimento, e assim caminhamos, de força em força até chegarmos em Sião.

Queremos ser completamente parecidas com Cristo agora. Mas a santificação é um processo. Um processo que muitas vezes não notamos. Achamos que ainda estamos no mesmo lugar, mas quem anda ao nosso lado percebe o nosso avanço. Veja o quanto é importante a comunhão. Irmãos que nos ajudem a carregar as nossas cargas. Que nos advirtam onde temos errado. Que nos encorajem em nossa peregrinação. São esses irmãos que enxergam o nosso progresso, porque a santificação é vista. Ninguém será santo sozinho (ou escondido). Você notará esse crescimento quando olhar para o seu passado e perceberá que você não é mais a mesma pessoa. Como John Newton ponderou:

Eu não sou o que eu devia ser. Eu não sou o que eu quero ser. Eu não sou o que eu espero ser. Contudo, eu não sou o que eu costumava ser. E, pela graça de Deus, eu sou o que eu sou.

Não conseguiremos viver sem pecado no corpo dessa morte. Desejamos ser perfeitas agora. Mas ainda iremos “sofrer um pouco” (1 Pe 5.10). O pecado nos incomoda, e isso é uma evidência da graça. Já fomos redimidas, justificadas, adotadas. Estamos perseverando em santificação, e logo seremos glorificadas quando adentrarmos a cidade celestial. Lá não haverá morte. Nem dor. Nem lágrimas. Nem pecado. Serviremos com perfeição eterna o nosso Salvador. Quem consegue imaginar tamanha alegria?

O título desse texto não é um incentivo para que você continue pecando, mas para que você perceba a sua fraqueza. Exponha ela para si, e não a esconda. Você precisa assumir que é fraca. Não para ficar reclamando, ou nutrindo autocomiseração, mas para que os seus olhos fixem mais ainda em Cristo. Para que você realmente seja forte. Assim como Paulo que glorificava em suas fraquezas. Porque o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, para que o poder de Cristo habite em nós. Porque quando estamos fracas então somos fortes (2 Coríntios 12.9).

E você, o que acha?

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