Reconhecendo a graça do Deus libertador

Ao lermos a Bíblia, encontramos inúmeras situações em que o povo de Deus foi livrado da morte. No dilúvio, Deus trouxe redenção para a família de Noé. Em Sodoma e Gomorra, Deus mandou anjos para buscar Ló e sua família antes de destruir completamente as cidades ímpias. Em Êxodo, a mão forte do Senhor tirou o povo de Israel das mãos do Faraó, abriu o mar vermelho e preparou um caminho seguro para eles passarem. Mais à frente, vemos como Deus dá a vitória a Israel em batalhas humanamente impossíveis de vencer. Ao longo de toda história, muitas e muitas vezes o povo de Deus foi liberto da fome, vergonha, mas principalmente da morte. E tudo isso nos mostra que faz parte do ser de Deus libertar.

Não é à toa que o Evangelho é uma história de libertação. Deus, o Criador dos céus e da terra, encontrou em si mesmo razões para nos salvar da morte eterna. De seu ser fluem amor, misericórdia, justiça e bondade. E louvado seja Deus por isso, porque se ele tivesse olhado para cada uma de nós em busca de motivos para nos resgatar e livrar da morte eterna, não encontraria nada – nem um motivo sequer. Foi em seu próprio ser que Deus encontrou razões para justificar seres humanos mediante o sacrifício de Cristo na cruz. Quando o Messias foi pendurado no madeiro e derramou seu sangue até o último suspiro, sua morte pagou o preço que nenhuma de nós poderia pagar.

Cristo, em quem habita toda a plenitude da divindade de Deus, foi entregue pelo próprio Pai a nós quando ainda éramos pecadoras. Foi do agrado de Deus literalmente moer o seu Filho na cruz, derramando sobre ele toda a ira que justamente seria derramada em nós, pois quebramos todas as leis de Deus e o ofendemos com a nossa rebelião, maldade e desobediência. Afinal, o salário do pecado é morte, não é o que diz o texto de Romanos 6.23?

Foi assim que Deus nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho Amado (Colossenses 1.13). Por causa de Cristo recebemos a redenção, o perdão dos pecados. Fomos finalmente reconciliadas com Deus depois de uma eternidade inteira de inimizade. Havia um escrito de dívida contra nós. Nessa dívida constavam todos os mandamentos de Deus que quebramos (e ainda vamos quebrar) desde o dia em que nascemos até o dia da nossa morte. E Cristo removeu essa dívida da nossa conta, cravando-a na cruz (Colossenses 2.14). Ele se tornou maldição por nós (Gálatas 3.13).

Incontáveis são os livramentos do Senhor

Olhando para a linha do tempo da nossa vida, será que também conseguimos reconhecer os livramentos do Senhor? Pensemos nos livramentos que acompanham a graça salvadora de Cristo: quantas de nós não fomos livradas de pecados e vícios que estavam nos destruindo completamente? De namoros que poderiam ter resultado em casamentos desastrosos? Da depressão que poderia ter te aprisionado por muitos e muito anos? Das doenças que poderiam ter nos levado à morte física? Das decisões erradas? Da nossa própria insensatez? Da violência dos homens? De nós mesmas?

Por isso, quando você olhar para uma pessoa que ainda não foi alcançada pela graça salvadora de Cristo, perdida em seus próprios pecados e vivendo consequências terríveis de uma natureza inimiga de Deus, não se sinta melhor do que ela por ter tido seus olhos abertos para a verdade do Evangelho. Essa pessoa é exatamente aquilo que eu e você éramos se não tivéssemos sidos libertas por Cristo.

Sejamos gratas a Deus pela sua salvação, pelo seu amor, pelos seus livramentos, pela sua paciência e bondade que nos cercam por todos os lados. Pela sua misericórdia que se renova em nossas vidas todas as manhãs, e que continuará a ser renovada dia após dia. Que sejamos cheias de ações de graça, reconhecendo o seu amor que nos resgatou. Deus tem nos livrado de tantas coisas. Mais livramentos do que podemos contar! E a nossa esperança é que Ele continue nos livrando até o dia de Cristo.

“Ele nos livrou de tão horrível perigo de morte, e continuará nos livrando. É nele que esperamos, e ele ainda nos livrará.” 2 Coríntios 2.10

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